Triste dia na Lagoa
Fernando Gabeira
www.google.com
Foi triste caminhar pela Lagoa na manhã de sábado, 27/02. O cheiro insuportável e superfície da água coalhada prateadas e brilhantes, 35 toneladas de peixe sendo recolhidas gradativamente pela Prefeitura.
Ainda há dúvidas sobre a causa. Fala-se em mudança brusca de temperatura, em proliferação de algas e até de despejo de esgotos. De fato, houve uma súbita proliferação de algas. Mas o monitoramento deveria ter previsto esse processo. Às vezes nunca se pode evitar mas é possível fazer alguma coisa para atenuar o impacto do desastre ambiental.
A Lagoa estava em processo de recuperação. Um barco limpeza percorre suas águas. Mas até que ponto, estamos nos dotando dos instrumentos exatos para monitorar e prever? Esta questão fica em aberto e seria interessante respondê-la bem antes da Olimpíadas. A área da Lagoa diante do Estádio de Remo foi atingida. Numa semana como esta, dificilmente poderia haver algum tipo de competição. Seria devastador para o espírito olímpico.
É preciso avaliar os instrumentos disponíveis e ver o que é preciso mais para que certas mudanças sejam acompanhadas de muito perto e o sinal amarelo aceso no momento exato. A Lagoa melhorou mas há muito o que fazer ainda. As manchas prateadas com centenas de peixes mortos, o cheiro que dominou toda a orla são um clamor por avanços no tratamento da Lagoa.